Bem-vindos à terapia do Futuro acontecendo agora! Multiterapia Legítima By Lou de Olivier
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 Há quase quarenta anos estudo, pesquiso e publico sobre distúrbios de aprendizagem, de comportamento e correlatos e, antes de ser pesquisadora e escritora eu fui paciente desenganada pela Medicina. Sei bem o que é estar com uma lesão ou distúrbio e cada um dar uma opinião, sem resolver a questão.


Por isso, sempre que encontro alguém nesta situação, tento ajudar não com "achismos" mas com a vasta experiência que tenho em diversas áreas. Acontece que algumas associações vendem ideias e "pacotes" pré estabelecidos de tratamentos multidisciplinares e insistem em citar determinadas profissões como aptas a tratar distúrbios que são neurológicos. E, como o nome já diz, neurológico é questão da Neurologia, portanto é o Neurologista quem trata.


Sendo assim, fica difícil orientar uma mãe ou pai ou mesmo um paciente sobre o melhor tratamento e o melhor profissional para atender o caso. Porque, antes disso, uma série de profissionais ou mesmo alguma associação já plantou bem plantada a ideia equivocada de um tratamento ou multidisciplinar ou envolvendo dois ou mais profissionais quando se percebe com facilidade que apenas um profissional poderia tratar.


E friso que NÃO estou aqui tentando trazer as luzes para minhas áreas pois eu cito os Neurologistas como os profissionais aptos a tratar os transtornos neurológicos e eu não sou Neurologista. Eu sou Psicopedagoga, Psicoterapeuta, sou Especialista em Medicina Comportamental, tenho extensões em Neuropsicologia mas não sou Neurologista. Mas sou HONESTA e jamais terei coragem para MENTIR que minhas áreas tratem disfunções neurológicas.


Há muitos anos eu escrevi um artigo intitulado “Quem é quem no diagnóstico e no tratamento dos distúrbios”. Este polêmico artigo especificava alguns dos sintomas dos principais distúrbios e citava qual o melhor profissional para tratar cada caso. Ficou estampado em diversos jornais impressos e portais, causando discussões e polêmicas até que eu decidi diluí-lo em meus livros. Eu o aprofundei bastante e ele transformou-se no livro “Distúrbios de Aprendizagem/Comportamento (Verdades que ninguém publicou)” 2003. Em 2005/2006 este livro foi republicado com o título “Distúrbios de Aprendizagem e de Comportamento”. Atualmente este livro ele está em sua sexta edição.


Pois bem, quem quiser aprofundar-se neste tema e entender quem trata o quê pode ler este livro. Para este artigo basta citar o livro e frisar a necessidade de maior honestidade da parte dos profissionais e mais discernimento da parte dos pacientes caso contrário os equívocos se perpetuarão.


Mas, enfim, quais são os distúrbios que devem ser tratados pelos Neurologistas?


Não poderei citar a todos mas citarei os principais:


DPAC: Esta sigla sinifica Deficiência ou Distúrbio no Processamento Auditivo Central, isso influencia na forma como o paciente entende o que ouve, ou seja, há uma falha no que o cérebro faz com o som que chegou ao ouvido. O processo gnósico pode apresentar falhas em Decodificação (entender e distinguir sons), Codificação (entender e integrar informações sensoriais auditivas com não-auditivas) e Organização (ordenação temporal de sons, memorização de sons em seqüência). 


De forma resumida e simples de entender, o indivíduo ouve bem mas o cérebro tem dificuldade em entender o que ele ouve. Portanto a questão está no processamento do cérebro e não no ouvido. E se a questão é cerebral, deve ser tratada por um profissional especializado neste distúrbio. Sendo assim, o mais indicado a tratar este caso é o Neurologista, de preferência com especialização em Audiologia. Na falta deste, um Otorrino e, em terceiro lugar um Fono desde que tenham a especialização que citei em Audiologia.


E para frisar bem mesmo: Processamento (forma como se entende ou não o que é ouvido ou seja, auditivo) O central é relativo às estruturas do Sistema Nervoso. Então estamos começando a entender, afinal, se a questão está no Sistema Nervoso Central, é caso para o Neurologista e fim de papo! Independente do que a associação X ou Y publicou em comunicado.


Esta discussão surgiu em um grupo e eu, na tentativa de ajudar citei este comentário mas logo apareceu uma “comprovação” de uma determinada associação especificando a Fonoaudiologia como detentora do diagnóstico e tratamento de DPAC. Ao invés de retrucar, eu resolvi escrever este artigo. Aliás, agradeço a toda a discussão que me proporcionou escrever mais um bom e elucidativo artigo.


Concordo que quem estuda Fonoaudiologia, Psicologia, Psicopedagogia e outras áreas de Saúde/Educação tem noções de Neurologia. Muitas faculdades/universidades incluem em suas grades curriculares algumas horas, geralmente entre 30 e 60 horas específicas de Neurologia mas isso não se compara aos estudos de um Neurologista. 

Após 6 longos anos de estudos de Medicina, este profissional passa por prova de residência médica, cursa além de 1 a 2 anos de clínica geral, mais 2 anos específicos de Neurologia ou, em alguns casos, poderá fazer nova prova e entrar na residência de Neurologia. Portanto, ter noções de Neurologia não torna ninguém apto a competir com um Neurologista que estuda, no mínimo, 8 anos, sendo 2 deles só em Neurologia. 


Outros distúrbios tratados pelo Neurologistao: cefaleias (dores de cabeça generalizada); distúrbios do sono; epilepsia, neuropatias (lesões nos nervos); doenças neuro-degenerativas (mal de Parkinson, mal de Alzheimer, demências) e distúrbios do movimento.


O Psiquiatra trata transtornos de alimentação (bulimia, anorexia); TOC (transtorno obsessivo-compulsivo), TDAH (transtorno do déficit de atenção e hiperatividade) autismo; síndrome do pânico (transtorno de ansiedade); bipolaridade (transtorno bipolar).


O Fonoaudiólogo trata os distúrbios da fala e da audição, ou seja, se o indivíduo fizer uma série de exames e for detectada falha na sua audição ou na sua fala, o Fonoaudiólogo é o profissional indicado a tratar este caso, assim como problemas na deglutição.


Ainda restam o Otorrinolaringologista, o Neuropsicólogo, o Psicopedagogo, O Psicólogo, o Psicanalista, o Neuropsicopedagogo, o Neurocientista, o Neurocirurgião e diversos outros profissionais que não citarei para não tornar este artigo muito longo e cansativo. Quem quiser aprofundar-se neste tema pode ler dois dos meus livros que abordam este tema em profundidade. São eles: Distúrbios de Aprendizagem e de Comportamento sexta edição e Transtornos de Comportamento e Distúrbios de Aprendizagem primeira edição.


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