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Artigo de Lou de Olivier publicado em 24/2/2008  02:26:11- simultaneamente em diversos portais nacionais e internacionais. 


Amor X Ódio
Tempero ou desequilíbrio?
Parte integrante do livro impresso de Lou de Olivier intitulado "Distúrbios familiares" Proibida a reprodução do texto, porém é permitido repassar este link. 


Não deveria ser mas é sempre encarado de forma normal o convívio entre os dois sentimentos, amor e ódio, dentro de uma relação. A partir daí, justificam-se os ciúmes, as cenas em público e até crimes passionais. Mas, analisando a fundo, percebe-se que isso é impossível, esta convivência entre sentimentos contrários não pode “temperar” nenhuma relação e, quando se aceita essa convivência como normal, no mínimo há um grande desequilíbrio entre os parceiros.


Não estou dizendo que o normal seja viver sempre sorrindo, levando tudo sem nenhum questionamento, aceitando pacificamente todas as atitudes do parceiro, como sempre digo, família de margarina só existe em comerciais de TV, na vida real, as pessoas têm personalidades diferentes, questionam, discutem e até podem ter uma acalorada discussão, desde que sirva para alguma boa mudança e que não se parta para a agressão física, pois aí já se está caminhando para outro tipo de desequilíbrio que não cabe citar aqui.


Frisando bem, discussão pode até ser acalorada mas precisa desencadear uma mudança, de preferência, para melhor. Discussões freqüentes que redundam assuntos e não mudam/melhoram nada (no comportamento dos indivíduos nem na relação entre o casal) são inúteis e improdutivas.


Enfim, é até saudável uma boa discussão entre os casais, mas o que não se pode achar natural ou proveitoso é a convivência entre amor e ódio sem sequer se questionar um desequilíbrio. Citando exemplos práticos: 


Conheço vários casos, alguns até passaram por sessões comigo, de casais que se agrediram fisicamente ainda na lua-de-mel, outros atravessaram a lua-de-mel sem nenhuma agressão mas tiveram uma grande discussão com agressões antes do primeiro ano de casamento. E o fator relevante é que depois da primeira agressão, isso passou a fazer parte da rotina dos casais. 


Recentemente, eu estava pedindo informações num balcão, quando um casal passou. Ele carregava um menino de uns dois anos no colo e gritava com a esposa, obviamente bem perto do ouvido da criança. E ela, claro, retrucava.


Não pude deixar de comentar: - “O amor é lindo!” A balconista sorriu e ainda sorria quando eu saí de lá, mas analisando a fundo, não há nada de engraçado nisso. Não só pela situação em si, uma discussão em publico mas acima de tudo, por gritarem justamente próximo ao sensível ouvido infantil, além do trauma de ver os pais discutindo, é obvio.


Há alguns dias, pode-se ler (na Alemanha) a noticia de um marido que matou a esposa “sentando-se” sobre ela. Não sei como conseguiam se relacionar sexualmente já que uma simples “sentada” a matou, mas deixando a ironia de lado, isso ocorreu quando ela já estava no chão desfalecida. Pensei, como as pessoas chegam a um ponto desses? Obviamente para chegarem à morte de um e, conseqüente processo e condenação de outro, muitas outras discussões ocorreram. Por que então as pessoas não são capazes de parar antes de um desfecho desses?


Fisiologicamente falando, onde há amor há ódio, tudo é questão de microlitros no nível de neurotransmissores, tudo está no Sistema Límbico. 


Melhor explicando: Em 1878, o neurologista francês Paul Broca verificou que, na superfície medial do cérebro dos mamíferos, logo abaixo do córtex, existia uma região constituída por núcleos de células cinzentas (neurônios). A esta região ele denominou lobo límbico (do latim limbus, traduzido como ideia de círculo, anel, em torno de, semelhante a borda ao redor do tronco encefálico) Esse conjunto de estruturas, posteriormente denominado sistema límbico, comanda certos comportamentos necessários à sobrevivência de todos os mamíferos e também cria e regula funções que permitem ao animal distinguir entre o que lhe agrada ou desagrada. É no sistema límbico que se originam as emoções e sentimentos, como alegria, tristeza, ira, pavor, paixão, amor, ódio...


Sendo assim, apenas uma variação no nível de neurotransmissores pode causar a alteração de amor para ódio e vice-versa. Porém isso não ocorre aleatoriamente ou, ao menos, não deve ocorrer. Para que haja esta variação, é necessário que se tenha um estimulo, no caso, uma pessoa tratada com carinho certamente tenderá a ser mais pacifica e amável do que uma tratada com agressividade. Da mesma forma, uma pessoa que cultiva bons pensamentos e atitudes obviamente será mais amável do que outra que pensa e age de forma mais agressiva. Portanto creio que o que realmente define o grau de amor ou ódio é o estimulo tanto interno quanto externo de cada individuo.


Deve-se considerar que existem distúrbios que podem desencadear reações de amor e ódio de forma variada porém esse assunto não cabe neste artigo que pretende ser introdutório. 

Numa próxima oportunidade, voltarei a este tema.

Lou de Olivier - Psicopedagoga, Multiterapeuta  
24/2/2008


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